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Publicação 04 fev. 2026 · Brasil

Transações em Setores Regulados e Riscos

O que considerar antes de fechar uma transação de M&A em setores regulados

2 min de leitura

Leia nesta página

Transações envolvendo negócios em setores regulados exigem mais do que uma boa negociação de preço ou uma estrutura contratual eficiente. Em muitos casos, o verdadeiro risco está fora do radar tradicional, escondido entre regras específicas de órgãos reguladores, cláusulas contratuais com terceiros ou exigências de compliance e ESG.

Mas o que torna essas operações diferentes? Empresas que operam em determinados setores (como energia e alguns serviços financeiros) precisam de autorização específica para exercer suas atividades. Perder uma licença, enfrentar uma sanção regulatória ou falhar em uma obrigação de notificação pode representar um risco para a conclusão de uma transação.

O que deve ser observado

Alguns cuidados são fundamentais para mitigar riscos que, se não forem adequadamente observados, podem se transformar em contingências relevantes ou mesmo inviabilizar a operação.
Licenças: a necessidade e/ou a validade de licenças/autorizações não está evidente nos documentos societários. É essencial mapear todo o ecossistema regulatório da empresa target.
Notificações e aprovações obrigatórias: fechar uma transação sem cumprir obrigações prévias pode gerar penalidades severas e consequências relevantes.
Riscos herdados: passivos de compliance, histórico de sanções, acordos com reguladores e falhas operacionais podem ser “herdados” pelo comprador se não estiverem bem negociados e previstos no contrato definitivo.

Como mitigar riscos 

Para estruturar uma transação em setores regulados, é essencial:

  • Iniciar o mapeamento regulatório o quanto antes;
  • Conduzir uma due diligence que, além da documentação jurídica, avalie políticas internas, históricos de sanções e estrutura de governança;
  • Tratar riscos regulatórios como parte da equação econômica da transação – seja com impacto no preço, em cláusulas de rescisão ou até em mecanismos de earn-out ou retenção de valores;
  • Alinhar notificações prévias necessárias à conclusão da transação, evitando impactos negativos ao negócio.

Transações em setores regulados exigem cautela redobrada. O risco regulatório não é acessório, ele é central. Reconhecer isso desde o início do processo é o que diferencia negócios bem-sucedidos daqueles que enfrentam problemas logo após o closing.

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