Plano safra: R$ 525 bilhões são destinados a agricultura empresarial
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O Plano Safra 2026-2027 destina R$ 525 bilhões à agricultura empresarial, aumento nominal de 1,7% em relação ao ciclo anterior.
Apesar de positivo, o crescimento dos recursos é considerado insuficiente para acompanhar a inflação e a alta dos insumos agrícolas.
O encarecimento de fertilizantes e óleo diesel foi intensificado por conflitos geopolíticos, como os envolvendo Irã e Ucrânia.
A principal linha de custeio teve redução de juros de 14% para 12,5%, acompanhando a tendência de queda das taxas no Brasil.
Mesmo sendo uma política pública fundamental, o Plano Safra representa uma parcela cada vez menor da demanda anual do agronegócio.
O setor necessita de mais de R$ 1,2 trilhão por ano em financiamento, ampliando a participação do mercado privado e de capitais.
Esse financiamento privado, porém, costuma ser oferecido a taxas de mercado, elevando os custos em períodos econômicos mais desafiadores.
O agronegócio também enfrenta preços menores de commodities e eventos climáticos cada vez mais frequentes e severos.
Mesmo com tecnologias como irrigação, condições climáticas extremas podem provocar perdas e reduções significativas de produtividade.
A redução dos recursos para o seguro agrícola preocupa, pois pode limitar a proteção das lavouras e dificultar o acesso dos produtores ao crédito.