Mercado Financeiro: principais notícias de 20 a 24/10
O setor financeiro vive avanços relevantes em criptoativos, tokenização, regulamentação de pagamentos e segurança cibernética. As mudanças recentes mostram um mercado mais maduro, regulado e desafiado por novos riscos operacionais.
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1. Mercado de ativos virtuais amadurece e entra em nova fase, com mudança no perfil dos investidores e protagonismo das stablecoins
Segundo dados recentes levantados pela Receita Federal, o mercado de ativos virtuais no Brasil entrou em uma nova fase de amadurecimento em 2025. No primeiro semestre deste ano, foram movimentados cerca de R$ 228 bilhões em aproximadamente 79,7 milhões de operações, quantidade que vem caindo mês a mês desde janeiro. Segundo especialistas do setor, essa queda reflete um cenário com menos operações especulativas e maior foco em estratégias de longo prazo, com investidores mais seletivos e atentos à utilidade e estabilidade dos ativos. No total, as stablecoins representaram 71% do valor movimentado no semestre, indicando que continuam dominando as operações, enquanto o Bitcoin mostra sinais de recuperação no interesse dos investidores brasileiros. As operações são realizadas principalmente por exchanges nacionais, seguidas por exchanges estrangeiras e, por fim, pelas operações peer-to-peer, diretamente entre detentores de ativos virtuais.
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2. BCB altera regras sobre registro de recebíveis
Na última terça-feira (21), o BCB publicou a Resolução BCB nº 514, que altera as disposições gerais sobre o registro de recebíveis de arranjos de pagamento e de operações de crédito previstas na, a Resolução BCB nº 264, de 25 de novembro de 2022. Entre as principais mudanças trazidas estão o estabelecimento de novos prazos para envio de informações e atualização de registros, o aprimoramento dos procedimentos de comunicação entre as registradoras e o Banco Central, e a padronização da nomenclatura de tarifas e dos critérios para sua cobrança.
3. BCB altera regras de arranjo de pagamentos por boleto
Na última terça-feira (21), o BCB publicou a Resolução BCB nº 515, que altera a as regras gerais aplicáveis aos arranjos de pagamento que utilizam boletos de pagamento, a Resolução BCB nº 443, de 12 de dezembro de 2024. Entre as mudanças trazidas estão a inclusão de regras específicas para o boleto de cobrança dinâmico, além da regulamentação da oferta de serviços baseados em dados obtidos a partir da liquidação ou de operações da base centralizada de boletos.
4. Mercado de tokenização avança no Brasil e já supera a marca de US$ 1 bi em emissões
Em 2025, o mercado de tokenização no Brasil superou a marca de US$ 1 bilhão em ativos emitidos, consolidando o país como líder na América Latina. O avanço é impulsionado pela maior clareza regulatória trazida pela CVM e pela entrada de plataformas autorizadas e supervisionadas. O Brazil Tokenization Report 2025 destaca que o setor superou a fase experimental e entrou em um estágio de expansão acelerada, graças principalmente à evolução regulatória e ao aumento do interesse de bancos, empresas tradicionais e investidores institucionais. A pesquisa mostra um cenário de otimismo, com 70% dos participantes avaliando que o ambiente regulatório melhorou nos últimos anos e apontando como principais motores o avanço das normas do BCB e da CVM, o desenvolvimento do real digital (Drex) e o progresso das stablecoins. Apesar disso, o relatório ressalta desafios como o baixo nível de educação financeira, a interoperabilidade ainda restrita entre plataformas e a persistência de algumas incertezas regulatórias.
Tokenização deixa fase experimental e supera US$ 1 bilhão em emissões no Brasil
Brazil Tokenization Report 2025
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5. Novo ataque hacker desafia os esforços do BCB para reforçar a segurança cibernética do SFN
Desde julho, o Sistema Financeiro Nacional (SFN) vem sofrendo uma sequência de ataques cibernéticos, incluindo quatro ocorrências em apenas três meses, um deles considerado o mais grave já registrado no país, com prejuízo estimado em mais R$ 1 bilhão. O mais recente alvo foi a fintech FictorPay, que teve ao menos R$ 26 milhões desviados, em um ataque que na verdade mirou sua fornecedora de software, a Diletta Solutions. O BCB confirmou que nenhum de seus próprios sistemas foi comprometido e que acompanha o caso em conjunto com outras autoridades e entidades de supervisão, mas não comentou o caso. Esse episódio ocorre pouco após o BCB implementar novas regras de segurança voltadas a instituições de pagamento e fintechs, que incluem limites de valores para transferências via TED e Pix a R$ 15 mil para instituições conectadas via prestadores de tecnologia. Especialistas alertam, porém, que as medidas ainda são insuficientes e que os criminosos continuam se sofisticando e explorando vulnerabilidades de terceiros,, exigindo reforço constante em políticas de governança e investimentos contínuos em cibersegurança.
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